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Liderança e Cultura de Rede em Portugal Casos de Sucesso
P. Moreira
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Há vários anos que se sabe que o desenvolvimento empresarial dos países, depende sobretudo da flexibilidade e da capacidade das empresas trabalharem em rede. Ou seja, pequenas empresas trabalharem em conjunto para um fim comum, ou grandes empresas tornarem-se maiores ainda, até ao gigantismo. Aquilo que determina a capacidade de trabalhar em rede é fundamentalmente a confiança entre parceiros. A capacidade de confiar é um valor cultural colectivo. Nos povos da Europa do Norte e anglo-saxónicos (de matriz protestante) e no Japão, existe uma forte confiança nas relações familiares, mas, também, uma natural confiança entre não aparentados e nas instituições do país. Isso permite descentralizar, delegar funções, estabelecer parcerias, etc. As sociedades chinesas e os povos do sul da Europa (de matriz católica), apresentam índices de forte confiança na família, mas não no resto, onde até, prevalece a desconfiança. Daí ficarem-se sobretudo pelas empresas familiares. Como a cultura-base de um povo não se transforma de um momento para o outro (e a sua transformação implica factores de âmbito mais subjectivo), conclui-se que empresas com pouco “capital social” (sinónimo de “confiança”) estão condenadas ao subdesenvolvimento. Em Portugal como somos confiantes com a família, mas desconfiados e às vezes oportunistas com os outros, estamos condenados a empobrecer nesta era da globalização, em que a competitividade depende de cooperações sustentáveis em rede. Mas, será mesmo assim? Segundo
parare · Particular · Lisboa
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Detalhes do livro
- Título
- Liderança e Cultura de Rede em Portugal Casos de Sucesso
- Autor
- P. Moreira